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HOWTO: Instalar impressora Samsung ML1610 no Ubuntu Gutsy

A ML-1610 é uma impressora laser da Samsung que tem como principal atrativo o custo (hoje mesmo numa promoção estava saindo por R$299,00 nas Lojas Americanas).

Segundo o banco de dados do OpenPrinting.org, a impressora funciona perfeitamente com o CUPS, e o driver recomendado é o projeto Splix, que já vem instalado por padrão no Gutsy. Segue o passo para configuração:

1) Conecte a impressora em uma porta USB disponível em seu computador. O Gutsy mostrará o seguinte ícone na área de notificação.

ML1610 no Gutsy

Os aplicativos abertos poderão acessar a impressora imediatamente.

Só resta parabenizar o pessoal da Canonical. Fica o link para quem quiser testar a nova versão do Ubuntu, que sai em Outubro.

By guigouz at setembro 16th, 2007 in Tech - Nenhum Comentário »

Corrida 2.0

Até o Steve Ballmer aprendeu a frase “Software como Serviço” (SaaS, em inglês) e declarou que a Microsoft será líder em aplicações online, pelo menos na “próxima geração de interfaces computacionais”… Alguém contou pra ele que a empresa que ele tanto ama não chegou nem na atual geração?

Adobe comprou a Macromedia, e como não tinha nada melhor pronto, transformou o Flash (aquele das animações e popups irritantes), no negócio 2.0 deles.

História: Flash veio do Director, aplicação para criar apresentações multimídia do começo dos anos 90, quando CD-ROM era a mídia 2.0. O tempo passou, a banda aumentou, até que tiveram a grande sacada de colocar uns codecs de vídeo otimizados para bitrates baixos e uma revolução aconteceu. Isso não quer dizer que o negócio preste para criar interfaces interativas (RIA como chamam por aí).

Camino rodando Flash

Olhe só o Camino usando 57% do processador. Num Core 2 Duo. Ou seja, 100% de um dos cores processando um loop infinito. A grande aplicação em funcionamento? Plugin do Flash, mostrando um mp3 player. Só mostrando, porque a música já acabou faz tempo. E tem quem considera isso viável.

Não existe dúvida que o futuro é multi-plataforma. O problema do desenvolvedor deve ser exclusivamente a aplicação, garantindo liberdade de escolha para os usuários (ou pelo menos para quem cuida da rede do usuário).

Assim, as novas promessas são o Silverlight da Microsoft, e o JavaFx, da Sun. A Microsoft mostrou esses dias o Tafiti, sua “Pesquisa Visual” com o Silverlight:

Tafiti, Silverlight visual search

Será isso o futuro da web ? Roda no meu micro ? Trava o browser ? Quando vai ficar pronto ?

HTML e em seguida DHTML, Javascript e em seguida Ajax (nada mais que uma forma de fazer requests em segundo plano com Javascript), com fascinantes bibliotecas que evoluem a cada dia, trouxeram o desktop para a web, em praticamente qualquer browser moderno, sem a necessidade de nenhum plugin. No meio de toda a correria, são essas as tecnologias que já cruzaram a linha de chegada, como se sempre estivessem lá.

Quem é o próximo ?

By guigouz at agosto 23rd, 2007 in Tech - 1 Comentário »

O Futuro é Agora

Até o pessoal do Linux acordou. Além do Xen ter sido incluído na árvore oficial, Kernel 2.6.23 terá API estável para drivers em userspace.

Nada muito rápido, sem acesso DMA (nvidia e afins vão continuar com as gambiarras), mas se tudo correr bem, em breve aparecerão camadas de abstração para os mais variados tipos de drivers.

Abstração ? Pense no ndiswrapper, aquela gambiarrinha no kernel que lê drivers wifi do windows. Agora, imagine uma camada de comunicação para outros drivers – serial, usb, etc – que apesar de fazer parte do Kernel, não muda a cada release.

Parece bom ? Imagine /lib/modules/2.6 e não mais /lib/modules/2.6.20. Pense que você vai atualizar o kernel, e todos os dispositivos que fazem uso dessa nova interface vão continuar funcionando, sem recompilar nada, porque a API permanece a mesma.

Viajando um pouco mais além, já dá pra pensar em tirar os drivers que não precisam de acesso direto ao hardware, como devices USB e Serial, diminuindo drasticamente o tamanho do código fonte, e consequentemente tornando-o mais fácil de manter.

Enquanto isso, no prédio ao lado, o pessoal do KDE começa a unificar as mudanças feitas no WebKit pela Apple, Nokia e outros ao KHTML, e a Mozilla cria o ActionMonkey, mesclando com o engine Javascript atual, o SpiderMonkey, as melhorias do ActionScript doadas pela Adobe no projeto Tamarin.

By guigouz at julho 24th, 2007 in Tech - 2 Comentários »

Ubuntoo, Gentos ?

Faz pouco mais de dois anos que os problemas políticos do debian começaram a nos afetar, com a distribuição atrasada, o número de pacotes mantidos internamente era cada vez maior. A vantagem do apt e a mágica da resolução de dependências vinha por água abaixo. Foi nessa época em que o Sr. gentoo apareceu, e com ele, todas as maravilhas do emerge.

Sua distribuição, seus pacotes, total controle das dependências.

A possibilidade de customizar cada bit do sistema de maneira automatizada realmente era uma idéia tentadora. A migração foi rápida, e em pouco tempo, a maioria dos servidores já rodava gentoo. Os updates, customizados, eram distribuídos em forma binária pela rede, onde o controle de dependências ainda existia. Tínhamos nossa própria distribuição – Os únicos no mundo que tinham aquela distribuição.

Não lembro se foi entre o 2005.0 e 2005.1, talvez antes, coincidindo ou não com a saída de Daniel Robbins do projeto, o portage cresceu, acredito, mais do que aquele modelo podia comportar. Muitos pacotes, nem sempre em concordância, mudaram o conceito de “stable” da distribuição. Cada vez mais, era comum ter algum problema no meio de um –sync, e encontrar a solução nos fórums, ou talvez no bugzilla com um patch que possívelmente nunca entraria na árvore principal, junto com os comentários de dezenas de usuários que tiveram o mesmo problema simples num pacote “estável”.

Eles sempre tiveram uma ótima comunidade, e os fórums/wiki do gentoo ainda são uma ótima fonte de documentação para linux em geral, quando não usados para resolver problemas que já deviam ter sido resolvidos ~antes.

Deve ter sido em março que saiu o grande update do Java. Agora não tínhamos mais uma única VM, e sim o que eles chamavam de generation-1 e generation-2. A primeira, limitada à versão 1.4, continuava como sempre foi, o jeito que todas as aplicações Java esperavam que ela estivesse configurada. A segunda, ignorava coisas simples como JAVA_HOME e esperava que fosse criado um ebuild para cada aplicativo “externo”.
Foi quando o Java deixou de participar das tais “dependências”, vivendo como um pacote alheio à distribuição.

A real revolução começou nos desktops, onde os updates sem propósito se tornaram mais freqüentes (recompilar openoffice porque a revisão do mantenedor mudou de -r3 para -r4). Ubuntu encerrou a turbulência, e, depois de tanto tempo, pudemos experimentar utilizar algo que simplesmente funcionava. Lembro de ter configurado uma conexão adsl (pppoe), sem nunca ter feito isso antes, sem ter que compilar ppp ou recompilar o kernel. Tudo simplesmente já estava lá.

Os servidores começaram a ser substituídos em seguida, não pelo Ubuntu, pois acreditamos que não existe distribuição que supra todas as necessidades globalmente, e sim pelo Centos, recompilação do Redhat Enterprise mantido pela comunidade. Diferentes em aplicação, duas distribuições que têm algo muito importante em comum: Foco.

Faça o que fizer, é necessário ter um objetivo, customização pode ser o caminho para o ganho de performance, mas padrões e coerência são o caminho para a estabilidade. No fim das contas, o tempo economizado justifica qualquer flag a mais no gcc.

Hoje sai o Ubuntu 6.10, the Edgy Eft. O texto serve de comemoração :)

By guigouz at outubro 26th, 2006 in Tech - Nenhum Comentário »

Suporte

de algum comentário no slashdot…

Empregado: Querida Redhat, sua última atualização fez nossa aplicação parar de funcionar. Vocês podem verificar ?
Redhat: Ok, estamos providenciando.
Gerente: O que está acontecendo ?
Empregado: Eu abri um chamado de suporte e eles estão providenciando o conserto.
Gerente: Continue.
Empregado: Redhat, estamos pagando todo esse dinheiro pelo seu Enterprise Linux, o que está acontecendo ?
Redhat: Ah, acho que encontramos o problema, estamos testando uma atualização e lhe informaremos em breve.
Gerente: Já consertaram ?
Empregado: Ainda não, mas a Redhat disse acreditar ter resolvido o problema.
Diretor: O que está acontecendo ?
Gerente: Nós tivemos um problema com a última atualização, mas o fornecedor está trabalhando no problema.
Diretor: Bom trabalho, resolva o mais breve possível.
Redhat: Aqui está um RPM atualizado, por favor tente instalá-lo.
Empregado: Ei, funcionou. Ótimo.

e a alternativa

Empregado: Querida usuarios@lists.minhadistro.org, a última atualização fez nossa aplicação parar de funcionar. Vocês podem verificar ?
Usuário aleatório 1: Hm, não, mas você pode. Esta é a beleza do software livre.
Empregado: Eu não conheço muito sobre o código fonte do kernel então…
Usuário aleatório 2: Olhe, se você não gosta disso, você pode voltar para o Windows.
Empregado: Eu gosto do Linux, eu só não tenho condições de verificar por que acontece um “kernel panic” toda vez que eu …
Usuário aleatório 3: Acalme-se, as pessoas estão fazendo isso de graça.
Richard Stallman: O HURD não tem esse problema.
Empregado: O que é o HURD ?
Gerente: Já consertou o problema ?
Empregado: Não, mas estou aprendendo sobre a ideologia do software livre.
Gerente: Ideologia ? Você já contatou o fornecedor ?
Empregado: Bom, não temos um fornecedor único, mas uma comunidade de usuários que está discutindo se ele deve ou não ser chamado GNU/Linux.
Diretor: Que história é essa sobre não existir um fornecedor ?
Gerente: Eu não sei, senhor, mas certamente não foi aprovado por mim.
Diretor: Bem, quem instalou um sistema sem contrato de suporte aqui ?
Empregado: Fui eu, senhor.
Diretor: Me diga, empregado, você consegue dizer “O senhor gostaria de fritas como acompanhamento ?”
Empregado: Sim senhor.
Diretor: Ótimo, você vai precisar disso.

By guigouz at janeiro 5th, 2006 in Tech - Nenhum Comentário »